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domingo, 2 de fevereiro de 2014

O RECADO DO SILÊNCIO


De tanto que amei
E de tanto que sofri
O desgosto, eu encarnei
E muita coisa aprendi

Por tudo que passei
E pelas noites que perdi
Pedaços de mim, deixei
Por isso, quase morri

Às saudades superei
Os medos eu esqueci
Das dores eu me curei
Do seu desprezo, sobrevivi

Hoje, o silêncio me esconde
Nele, me protejo do amor
Também o desejo que não responde
À paixão que tanto me causou dor


                              Alexandre Taissum


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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

POESIAS EM RETALHOS




Liricamente,
A poesia pode se comparar
A uma colcha de retalhos
Pedaços da vida a contar
De momentos encantados
Mas que em versos ponteados
Unidos pela linha dos sonhos
Ganham sentidos figurados.

No caso da colcha
Que depois de serem juntados,
Os Pedaços são costurados
E muito bem combinados
Na função de aquecer
A quem necessita de calor...

Já, com a boa poesia
As palavras são juntadas
As frases são costuradas,
Versadas e combinadas
Na função de envolver
A quem semeia o amor...

          Alexandre Taissum


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domingo, 25 de novembro de 2012

A DOR DE MENINO



E o menino partiu
No silêncio profundo
Afastou-se, sumiu!
Desapareceu no mundo

Levou com ele a dor
Sem cor e sem sabor
Mas com puro ardor
Do seu grande amor

Na fuga reabilitar
A perda que marcou
Um coração em mágoas
E o sonho que apagou

Não adianta ofertar
Suplicar ou disfarçar
Quando se tenta criar
A repulsa do odiar

E por isso o menino
Seguiu seu caminho
Pelo asfalto duro
A procura de carinho

E a cada cidadezinha
A beira do asfalto duro
O menino espera encontrar
Um amor que seja maduro

Mas por enquanto
O menino ainda caminha
Seguido pelo pranto
Sobre a contínua linha

Passou a andarilho
No acostamento abandonado
Por um coração de brilhos
Que o deixou perturbado

E assim seguirá
Maltrapilho e cansado
Até que encontre alguém
Que apague seu passado

E lhe dê novo amor
Verdadeiro e de paixão
Pra que volte a sentir
O pulsar do seu coração       

         Alexandre Taissum


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domingo, 11 de novembro de 2012

AMOR DE MENINO


Dengoso menino
Onde está você?
Desistiu da vida
Ou está brincando
De esconder?
Moleque peralta
Das belas letras
Que alimentava
Amor inocente
Onde está você?
Venha conversar
Abrir a sua alma
Engajar no sono
Embalar na rede
Leia para mim
O livro da vida
No asfalto duro
Infiel e escuro
Venha, menino
Deite-se aqui
Quero acariciar
O seu coração
A dor é saudade
E não tem idade

         Sonia Salim.



quinta-feira, 14 de junho de 2012

VIDA SECRETA


A minha curiosidade vai longe, bem longe
Ela busca saber os seus segredos controversos
E como não encontra saída ela se esconde
E vai compondo palavras em versos

Eu sei que há um mundo aí dentro escondido
Em minhas noites tento repensar a sua dor
Eu não entendo e nem quero imaginá-lo ferido
Pelas coisas da vida ou do antigo amor

Quero aspergir o bálsamo perfumado
Nesse seu coração terno e sensível
Estarei sempre perto do meu amado
Anunciando um sentimento imprevisível

Mesmo no fim dessa minha dedicação
Ainda buscando algo para pensar
Nada encontrei que desse explicação
Para os seus segredos guardar

Entrego-me, enfim ao sono, desprotegida
Levemente as suas lembranças vão sumindo
E guardando o interesse pela sua vida
Que envolta nos sonhos vai surgindo

                                                           Sonia Salim


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sábado, 2 de junho de 2012

DIFERENTE E NOSTÁLGICO



Se me pedem amizade
Ofereço toda harmonia
Se me pedem atitude
Entrego minha alegria
Se me pedem carinho
Dou amor em demasia
Mas se me pedem palavras
Recito minhas poesias...

E ao me pedirem algo
Não esperem modernismo
Sou um eterno fidalgo
Embriagado pelo saudosismo
Preso a muitas lembranças
Com subjetivo impressionismo
Sou diferente e nostálgico
Vivo em profundo romantismo...

                       Alexandre Taissum


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quinta-feira, 31 de maio de 2012

AMORES QUE RECICLAM



Duas meninas lindas
Que chegaram por aqui
São duas as netinhas
Menina Manu e Menina Gabi.

Uma muito calminha
A outra nem tanto
Ficam as duas felizes
Quando chegam ao meu canto

Muita é a bagunça
Miudezas pra pegar
Não querem só olhar
Querem mexer e brincar

A casa ganha outra vida
Nos curtos finais de semana
Viram tudo pelo avesso
Meninices que a dupla emana

A alegria espalhada contagia
A vovó coruja se dedica
Os pais se acomodam em demasia
E o vovô babão só implica

Mas quando se vão embora
E às suas casas tornam
O belo domingo se fecha
E os avós tristes choram

Só quem tem netinhos sabe
A alegria que eles aplicam
Mudam toda a nossa vida
Com o amor que nos reciclam

                  Alexandre Taissum

 * Este poema é uma homenagem às minhas
netinhas Manuela e Gabriela.


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sexta-feira, 25 de maio de 2012

SUA CARTA



Na sua carta de amor
Que não falava de amor
Disse que me esqueceria
Definindo num pequeno papel
Que não mais me queria
E seu sentimento infiel
Escreveu o que faria
Carta que mais trazia
Linhas ameaçando terror
Por vingança tirar seu amor
Caso eu não mais voltasse
A olhar nos teus olhos
De brilhos preciosos
Lindos como esmeraldas
Mas traiçoeiros e maldosos

              Alexandre Taissum


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sábado, 17 de dezembro de 2011

A CAUSA DE UM CASO VIRTUAL

Escorregar na textura lisa da sua pele,
Sentir o calor do seu corpo e me queimar,
Segurar seus cabelos soltos encaracolados
Foi pra mim experimento único e salutar.

Sentir seu hálito próximo aos meus ouvidos,
Sem fraqueza no timbre e coragem pra falar,
Ouvir sua voz dizendo meu nome entre gemidos,
Mostrando-me o quanto me queria para amar

Sem perceber o envolvimento que me consumia
O tempo foi passando e o amor aumentando.
Não conseguia ficar sem te ver um único dia
E foram, as sessões privadas, se intensificando.

As loucuras acontecendo sob meus cegos olhos
Que mesmo alertas não conseguiam enxergar,
Os exageros que cometia insólito em meu canto
Me fazia te sentir toda, de fato, ao imaginar.

Mas um dia fui acordado pelo temor da verdade
E percebendo não existir ninguém para explicar
Todo o encanto que senti sem a fiel realidade
Me mostrou que você, virtual, me fez te amar.

Te conheci por aqui, porém sou de muito longe.
Aqui me entreguei inteiro a você, mesmo distante,
Não sabia que o sentimento seria além do virtual
E que me faria sofrer tanto assim. Dor fulminante.

Agora já curado do sentimento que me usurpou,
Vejo a vida pelos olhos que à vida me ensinou,
Sem o multicor virtual, que imaginário me enganou,
Hoje te vejo amiga, mas que antes, muito judiou.

Embora evite sua presença por meio de suas linhas,
E faça parecer uma atitude egoísta e muito radical,
Na verdade, é na fuga que esqueço que foi minha
E tento voltar à vida, longe do que me causou mal...

                                                         Alexandre Taissum


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