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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

POESIAS EM RETALHOS




Liricamente,
A poesia pode se comparar
A uma colcha de retalhos
Pedaços da vida a contar
De momentos encantados
Mas que em versos ponteados
Unidos pela linha dos sonhos
Ganham sentidos figurados.

No caso da colcha
Que depois de serem juntados,
Os Pedaços são costurados
E muito bem combinados
Na função de aquecer
A quem necessita de calor...

Já, com a boa poesia
As palavras são juntadas
As frases são costuradas,
Versadas e combinadas
Na função de envolver
A quem semeia o amor...

          Alexandre Taissum


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sábado, 20 de outubro de 2012

POETA

Doce Mão Poetizando
(mão de Sheila Camargo)

Quem canta seus males espanta
Quem escreve enfrentá-los se atreve
Em doces ou ácidas palavras
Em rimas, versos ou prosas
Destacam-se frases
Em maioria, amorosas
Letras que se juntam
E transbordam do coração
Sempre denunciam
Quem vive na emoção
E se você sente prazer
Em poesias ler
Saiba que também é poeta
Quem entende o sentimento
Que desponta de uma caneta
Ou no apertar de uma tecla.

                               Adri Verdi


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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

UTOPIA, MELODIAS, CANÇÕES E POESIAS



Como nas belas melodias
Que envolvem os sonhos
Inspiram o imaginário
Temperam os sentimentos
De nós originários...

...Os seus cabelos longos
Envolvem seus ombros
Ressaltam toda a natureza
Na moldura perfeita
Retratando sua beleza.

Como nas suaves canções
Que ordenam os dançantes
Em passos sincronizados
E balanços empolgantes
Dos que são apaixonados...

...Os seus olhos bailam
E lado a lado abrilhantam
Enverdecendo seu olhar
Preciosas lindas joias
Que se fazem admirar.

Como nas singelas poesias
Que descrevem ilusões
Formadas dentro do peito
De um sujeito com emoções
Que acredita no amor perfeito...

...Estará você nos sonhos
Com sua presença versada
Enriquecendo cada poesia
Das composições apaixonadas
Do poeta prisioneiro da utopia.

                    Alexandre Taissum


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domingo, 27 de maio de 2012

INSONOLÊNCIA



Ao longo da noite percebo
Uma tranqüilidade infinita
Que não me faz falta o febo
E até sua luz me limita

Na imensidão que me oferece
Mesmo acordado me faz sonhar
E de insônia meu corpo padece
Mas sempre atento pra poetizar

E os poemas se vão alados
Se perdendo pelo mundo incerto
Talvez levando poesias de agrados
A quem precise de alguém perto

Por isso à noite reverencio
E todo seu silencio de ocasião
Nela vivo momentos que aprecio
E me entrego de toda paixão

Felizmente as noites existem
E me trazem momentos de ilusão
Felizmente insônias insistem
E eu jamais madrugo em vão...

                         Alexandre Taissum


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sábado, 26 de maio de 2012

O COMPOSITOR



Com um violão
E caneta nas mãos
Se faz poesias
Se faz canções
Se faz amigos
Se descobre paixões
Se envolve perdido
Sem reflexões
Ouve pedidos
Sem obrigações
Sentimentos medidos
De muitas emoções
Com versos arredios
Em sonetos chorões
O violão toca
Os dedos dão nota
A voz canta
O olhar brilha
E o coração estribilha...

        Alexandre Taissum


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sábado, 19 de maio de 2012

O CANTINHO DE UM POETA



Um poeta andarilho
No seu peito encontrou
Um cantinho apertadinho
Aconchegante e quentinho
Onde por lá se aninhou
Lá é muito escurinho
E pouca luz o chega
Só quando tu olhas pro céu
E a luz da lua veja
Aí essa luz entra
Através dos seus olhos
E invade esse cantinho
Deixando-o ver um tantinho
Do luar que te encanta
E te trás a esperança

De lá, o poeta jamais sairá!
Por que ele sairia de lá?
Ele encontrou nesse lugar
O que os poetas procuram
Sossego pra suturar
As mágoas que não aturam
Dores que os machucam
E que não podem suportar...
Então esse poeta fica
E não vai mais largar
A pouca luz como noite
E a paz única do lugar
E da morada do seu peito
Se aninha e nos dispõe
As belas poesias que compõe...

                     Alexandre Taissum


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