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quinta-feira, 23 de abril de 2015

PEDAÇOS DE PAIXÃO

Netos: pedaços da gente...

Pedaços de mim distantes
Desgarrados pelos sonhos
De felicidades farsantes
Fingindo rostos risonhos
Nada apagará a saudade
Que importa a tristeza
Ingrata e cruel inverdade
Que age com frieza
E maltrata meu coração
Pela falta que oferece
Dos meus pedaços de paixão
Exportados para outro chão.

O silêncio dos timbres gritantes
E o sossego dos alvoroçados
Entristecem as câmaras rutilantes
Que não mais ecoam seus brados
Nem gritos ou choros exorbitantes
Nem ao chão caem esparramados
Ou sobre o peito outrora vibrante
Entre o laço dos abraços arqueados
Sofrente da ausência angustiante
Por não sentir os descendentes amados
Afastados pelo capital degradante
Que transtorna seus subordinados.

Onde estão os pulos e gritos?
Aonde foram parar as sílabas trocadas?
Por que a realidade se finge de mito?
Por que a alegria se faz transtornada?
Muitas perguntas sem respostas
Outras levam à intensa frustração
Porém, nenhuma com a proposta
De conformar minha emoção
Ou trazer plausíveis amostras
De que a saudade contraria a razão
Mesmo que essa mentira seja posta
Como uma lança no meu coração.


                            Alexandre Taissum


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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

SÓ OS OLHOS FALAM


Quanta certeza
Da minha paixão
Meus olhos dizem
Com exatidão
As mensagens
Que vem do coração.

Palavras enganam
Lágrimas molham
Beijos secam
Gestos falham
Sorrisos iludem
E só os olhos falam.

Em se tratando do amor
Não há outra expressão
Não importa a grandeza
Senão a da emoção
Só o olhar é intérprete
E pode falar pelo coração.


            Alexandre Taissum


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domingo, 2 de fevereiro de 2014

O RECADO DO SILÊNCIO


De tanto que amei
E de tanto que sofri
O desgosto, eu encarnei
E muita coisa aprendi

Por tudo que passei
E pelas noites que perdi
Pedaços de mim, deixei
Por isso, quase morri

Às saudades superei
Os medos eu esqueci
Das dores eu me curei
Do seu desprezo, sobrevivi

Hoje, o silêncio me esconde
Nele, me protejo do amor
Também o desejo que não responde
À paixão que tanto me causou dor


                              Alexandre Taissum


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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

MUNDO ILUSÃO


O mundo onde vivo é ilusão
O amor, ápice dos sonhos
Os desejos, brilhos na emoção
E as lembranças que mantenho
São heranças do teu coração

Queria poder voltar à realidade
E viver como um ser normal
Queria sonhar com a verdade
Acordar de um sono tranquilo
E te ver como a minha metade

Mas o sopro dos meus suspiros
Levaram até o seu doce perfume
Que pairavam sobre o lençol incutido
Ainda que protegido pelo meu corpo
Não perduraram ao tempo furtivo

O mundo onde vivo é só ilusão
Queria poder voltar ao passado
E ter você habitando minha paixão
Tornar a provar teus lábios úmidos
E sentir o palpitar do seu coração


                            Alexandre Taissum


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sábado, 27 de abril de 2013

SEM EXAGERAR...



Por que meu coração
Tremula com veneração
Comovendo-me de emoção?

Será ele aliado da paixão
Empenhado em comoção
Ou insistente por convicção?

- E então, qual é a razão?

Às vezes me perco em perder
O tempo que me resta viver
Só para tentar entender
O que ele quer me dizer

E todas às vezes, descambo
No abismo da desilusão
Ao lembrar daquela, a quem amo
E que me faz sofrer na solidão

Ai, o brilho se vai da cena
E me deixa na escuridão
O dourado vira negro
E traz as dores da paixão

Mas a vida segue enfim,
Pelos caminhos da realidade
Mesmo que longe do passado
Jamais libertarei essa saudade

- E a razão?! 

Ora... 
A razão é o meu amor
Soberano causador
Da minha forte dor

E o coração malvado
Lembra amargurado
A mulher do meu passado

Que um dia me fez sonhar
E hoje, sem exagerar,
Ainda me faz chorar...

            Alexandre Taissum


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domingo, 16 de dezembro de 2012

SENTIMENTOS DE ENTÃO



Você nem imagina
O quanto se aprofundou
Invadiu meu coração
Furtou minha atenção
Despertou minha paixão
E acordou do sono profundo
Meus sentimentos de então...

Você nem imagina
Do que se apoderou
Ao segurar minha mão
Atando-me com decisão
Nos sonhos da ilusão
Logo a mim, fiel oriundo
Do mundo da razão...

Você nem imagina
Como me conquistou
Usou de boa intenção
A sua ingênua aptidão
Aplicadas com emoção
Que me buscou no mundo
Pra envolver meu coração...

                Alexandre Taissum


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domingo, 25 de novembro de 2012

A DOR DE MENINO



E o menino partiu
No silêncio profundo
Afastou-se, sumiu!
Desapareceu no mundo

Levou com ele a dor
Sem cor e sem sabor
Mas com puro ardor
Do seu grande amor

Na fuga reabilitar
A perda que marcou
Um coração em mágoas
E o sonho que apagou

Não adianta ofertar
Suplicar ou disfarçar
Quando se tenta criar
A repulsa do odiar

E por isso o menino
Seguiu seu caminho
Pelo asfalto duro
A procura de carinho

E a cada cidadezinha
A beira do asfalto duro
O menino espera encontrar
Um amor que seja maduro

Mas por enquanto
O menino ainda caminha
Seguido pelo pranto
Sobre a contínua linha

Passou a andarilho
No acostamento abandonado
Por um coração de brilhos
Que o deixou perturbado

E assim seguirá
Maltrapilho e cansado
Até que encontre alguém
Que apague seu passado

E lhe dê novo amor
Verdadeiro e de paixão
Pra que volte a sentir
O pulsar do seu coração       

         Alexandre Taissum


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