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domingo, 25 de janeiro de 2015

DOCE SORRISO


Na penumbra da meia-luz
No meio da madrugada
Na parede mal iluminada
Conseguia ver sua foto
Um tanto escondida
Mas ainda percebida
Porque se expunha
Mais que as outras
Nela como em poucas
Um sorriso doce emplacava
E minha atenção chamava
Eu podia ver na pouca luz
O que mais me seduz
Emoldurado pelos lábios
Grossos e encantados
Como se protegessem
Seu lindo sorriso
Seu doce sorriso
Nosso! Prefiro assim dizer
Mesmo sem querer
Ele também me pertence
E assim faço valer
Pelo menos o da foto
Que eu escondo na penumbra
Onde só eu posso olhar
Para me encantar
E enveredar meus sonhos
Dono do meu destino...


                  Alexandre Taissum


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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

MUNDO ILUSÃO


O mundo onde vivo é ilusão
O amor, ápice dos sonhos
Os desejos, brilhos na emoção
E as lembranças que mantenho
São heranças do teu coração

Queria poder voltar à realidade
E viver como um ser normal
Queria sonhar com a verdade
Acordar de um sono tranquilo
E te ver como a minha metade

Mas o sopro dos meus suspiros
Levaram até o seu doce perfume
Que pairavam sobre o lençol incutido
Ainda que protegido pelo meu corpo
Não perduraram ao tempo furtivo

O mundo onde vivo é só ilusão
Queria poder voltar ao passado
E ter você habitando minha paixão
Tornar a provar teus lábios úmidos
E sentir o palpitar do seu coração


                            Alexandre Taissum


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sábado, 6 de outubro de 2012

AO SABOR DO SAL



Vento úmido
Maresia
Me trazem
Velhas lembranças
Corroídas
Pelo tempo
Pegadas desmancham-se
Ao lamber das ondas
Que sentem o sabor da areia
Salgada
Deveria ser doce
Porque é doce
O sentimento
Na ternura da maciez
Que envolve
Meus passos
Este lugar
É paz
E tudo que nele
Habita
Me  refaz
Eu tenho novamente
A visão
Do paraíso
Tão meu
Tão seu

                  Adri Verdi



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O ENCANTADOR DE FLORES



Beija- flor
Voa para mim
Venta em meus ouvidos
Com o bater das tuas asas
O zunido que me arrepia
Rodeia minha cabeça
Agita meus cabelos
Como pétalas dispersadas
Pensa que sou flor?
Não sou!
Mas sinto-me lisonjeada...
Entre tantas outras
Insiste vir em mim
E quando pousa 
Sobre a minha coxa
Mal posso me mexer
Fico tão encantada...
Se em mim confias
Está certo em me querer
Bebe o néctar que te ofereço
Talvez seja o mais doce
Ou aprecie
Minha companhia
Querido beija-flor
Seus olhos se voltam
Para mim
E sinto que vai sumir no céu
Mais uma vez
Se esconder em seu ninho
E lá ficar quietinho...
Então que vá em paz!
Ficarei aguardando
Sua sede
Novamente.

                          Adri Verdi


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domingo, 10 de junho de 2012

O PRIMEIRO AMOR



Tem perfume de rosas
Sentimentos inconfessos
Pensamentos alados
E encontros secretos.

O olhar meditativo
esconde a mente galopante
E a dor no peito aperta
de tanto querer o amante.

O primeiro amor é terno e doce
Quando transborda de saudades,
Mas há os que queimam e consomem
De grande e teimosa  ansiedade.

Ninguém esquece o primeiro cálice
Do vinho do amor adolescente
Ninguém jamais experimenta
Desse eterno sabor novamente.

                              Cristina Ferber


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