Leiam, reflitam, sonhem, viajem e comentem... Os comentários são importantes para sabermos suas opiniões.
Mostrando postagens com marcador madrugada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador madrugada. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de julho de 2012

LINDA MENINA



Noite fria de geada
De inverno rigoroso
Na escura madrugada
Silêncio impetuoso

Quebrado pela voz
Da mulher que anuncia
A chegada da hora
Que tanto ela queria

E marcando a crista da serra
Com risco dourado desenhado
Chega o sol tímido, porém brilhante
Junto ao anúncio premeditado

E ainda na mesma manhã
Do outro lado da cidade
Ouve-se choro feliz
Digno da maternidade

A mãe chora de alegria
A filha de ansiedade
As duas choram, e choram
Pela mesma felicidade

E ecoa no Pampa gaúcho
Meigo choro cadenciado
Que anuncia a nova vida
Do pequeno ser amado

E assim chega pra vida
Esperada por multidão
Vestidos com bombachas
Na degusta do chimarrão

A linda chega impetuosa
Cativantes olhos amendoados
Rostinho meigo e ar alegre
Num ambiente emocionado

Lindo nome, linda guria
Linda Mariana Menina
Que trouxe o sol naquele dia
Na primeira hora vespertina

E assim por todas as noites
Passa a brilhar em especial
Pelos céus do Rio Grande
Pequena Estrela celestial

          Alexandre Taissum



* Acho que fui o primeiro da rede a saber quando a Mariana Menina foi concebida e desde então, a ansiedade de vê-la chegar foi quase igual a da mamãe Sheila.
Agora, depois daquela manhã fria em fins de junho, quando ela chegou, só me resta acompanhar de longe o seu crescimento, vivenciar suas peraltices e constatar que ela terá o mesmo exemplar conjunto de formação do caráter da sua mamãe...
E, prevendo o futuro, para aumentar o ciúme da mamãe e do papai, a primeira palavra que a bem-vinda Pequena Estrela dirá, quando chegar a hora, será: “Titio Xande”. Quem acompanhar, verá!


.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A DANÇA DAS SOMBRAS



Foi-se a noite, madrugada entrou,
Sais e aromas, ruídos e sussurros.

Eu tenho olhos igual a você,
Mas você não vê as coisas que eu vejo.
Eu tenho sentimentos igual a você,
Mas você não sente as coisas que eu sinto.
E eu estou muito longe agora
Para anunciar a você as coisas que eu vejo
E as coisas que eu sinto.

Eu vivo inquieta e indecisa
Esperando um encontro que não vem,
Eu durmo ansiosa e indecisa
Esperando um sonho que não vem,
Sem saber se o tempo volta.
Aí eu ia poder te dizer uma coisa,
Nem que fosse só mais uma vez...

São ruídos cada vez mais soturnos,
São sombras cada vez mais profundas
À medida que a madrugada avança
E toma conta do céu,
Deixando entrever brilhos ardentes.

Nem sempre a estrela que te brilha mais
É a que te parece mais próxima.


                                             Sheila Camargo


.