Noite fria de geada
De inverno rigoroso
Na escura madrugada
Silêncio impetuoso
Quebrado pela voz
Da mulher que anuncia
A chegada da hora
Que tanto ela queria
E marcando a crista da serra
Com risco dourado desenhado
Chega o sol tímido, porém brilhante
Junto ao anúncio premeditado
E ainda na mesma manhã
Do outro lado da cidade
Ouve-se choro feliz
Digno da maternidade
A mãe chora de alegria
A filha de ansiedade
As duas choram, e choram
Pela mesma felicidade
E ecoa no Pampa gaúcho
Meigo choro cadenciado
Que anuncia a nova vida
Do pequeno ser amado
E assim chega pra vida
Esperada por multidão
Vestidos com bombachas
Na degusta do chimarrão
A linda chega impetuosa
Cativantes olhos amendoados
Rostinho meigo e ar alegre
Num ambiente emocionado
Lindo nome, linda guria
Linda Mariana Menina
Que trouxe o sol naquele dia
Na primeira hora vespertina
E assim por todas as noites
Passa a brilhar em especial
Pelos céus do Rio Grande
Pequena Estrela celestial
Alexandre Taissum
* Acho que fui o primeiro da rede a saber quando a Mariana Menina foi concebida e desde então, a ansiedade de vê-la chegar foi quase igual a da mamãe Sheila.
Agora, depois daquela manhã fria em fins de junho, quando ela chegou, só me resta acompanhar de longe o seu crescimento, vivenciar suas peraltices e constatar que ela terá o mesmo exemplar conjunto de formação do caráter da sua mamãe...
E, prevendo o futuro, para aumentar o ciúme da mamãe e do papai, a primeira palavra que a bem-vinda Pequena Estrela dirá, quando chegar a hora, será: “Titio Xande”. Quem acompanhar, verá!
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