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sábado, 2 de novembro de 2013

NÃO DEVE SER SAUDADE...



Naquela carta você dizia
Que não sabia o que sentia
Se era saudade em demasia
Ou pensa em mim só por mania

 Não deve ser saudade, mas se fosse...

Ouviria teu coração bater
Chamando para me aproximar
E mesmo de muito longe pediria
Para eu deixar o orgulho e voltar

Perceberia lágrimas em teus olhos
Embaçando o castanho do teu olhar
E só seriam lágrimas de alegria
Se escorressem ao me virem chegar

Sentiria o forte calor do teu corpo
Manchando a pele ao avermelhar
E logo saberia da tua sinceridade
Ao saborear o gosto do teu beijar


                             Alexandre Taissum


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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ADMIRANDO E ADMIRADOS


Olhares cruzados
Repetidamente mirados
Admirando e admirados
Encantando os meus castanhos
Diante dos teus esverdeados
Ou quem sabe? Azulados...
Não deu para eu saber
Nem se quer perceber
A coloração verdadeira
Tamanha a sua beleza
Detalhada pela natureza
Que caprichou na textura
Do verde sem censura
Ou do azul da ternura...


                     Alexandre Taissum


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sábado, 28 de setembro de 2013

UMA FLOR DE BELA COR

@Klaustrianne

Quisera que os poetas enxergassem
Nos jardins do mundo
Outras Belas Flores que nem você.

Imaginariam ver nas cores pigmentadas,
A cromática da tua Bela Cor.

Sentiriam nos odores das fragrâncias,
O aroma floral da tua essência.

Admirariam nos recortes das formas,
O desenho das tuas pétalas.

Encantar-se-iam por todas elas,
Mas só amariam a você...


                      Alexandre Taissum


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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

100 CONTOS

Vovô Euzébio

Histórias contadas
Abafadas, engraçadas,
Causos ou trapalhadas
Tristes ou envergonhadas

Histórias de vida, da vida
Do íntimo, de sabedoria
De todas as voltas e das idas
Histórias cansadas, vividas

Passagens de sonhos e encantos
Que durante anos se fizeram
Em prosas, versos ou cantos
Ouvi-las!? Todos quiseram

Nada mais emocionante
Que sentar-se ao lado do velho
Ouvir o que ele tem pra falar
Meditar sobre o que ele contar

Desde quando era criança
Ouviu muitas histórias alheias
E aprendeu contar das suas
Para a gente que o rodeia

E nessa longa caminhada
Em cada conto uma experiência
Uma centena de histórias
Um centenário de excelência...

                    Alexandre Taissum


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terça-feira, 27 de agosto de 2013

LOBO SOLITÁRIO


Suas pegadas marcam o solo nu pela trilha estreita,
Os espinhos cortam e fazem sangrar a carne,
Sua respiração corta o ar e o som que se ouve é o do silêncio,
A água é escassa para a garganta seca,
O calor queima na sombra,
O cheiro pútrido indica as quedas pelo caminho,
E os abutres dão as boas vindas.
Ele foge do grupo em busca de não sabe o quê.
Deseja distância do espetáculo circense
Do mundo vazio e sem sentido
Onde as flores são de plástico,
O alimento é recompensa
E a liberdade é uma cela confortável.
Seu coração pulsa acelerado
Ele ignora as placas e continua seguindo
Aí vem o Lobo Solitário.

                                            Daniel Taissum


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EM PRETO E BRANCO



Andava na rua cinza,
Deparei com um vermelho
Olhei em seus olhos verdes
Mas não tive medo
Cumprimentou-me, sorriso magenta
Respondi, lilás
Voltei a mirar o céu terra-côta
Quando ouvi um ‘Ei, você aí atrás!’ 
Virei-me e vi, esticada, sua mão amarela
‘Tire as luvas laranjas, venha aqui, aperte minha mão’
Voltei e dei-lhe um abraço, de irmão
Forte, com vontade, sem porém nem senão 
E, como numa pintura abstrata num papel,
Meu azul às outras cores se misturavam
De repente, o céu ficou rosa
E uma chuva púrpura desbotou tudo e todos que passavam

                                                        Daniel Taissum


"Um dia, enquanto caminhava na rua, passei por um negro bem simples e o cumprimentei. Ele virou e me chamou. Quando fui até ele, ele me deu um abraço e disse que todo esse negócio de preto e branco era bobagem, apenas cores num papel... Aqui nos EUA, toda a questão racial ainda é muito forte. Uma babaquice... Enfim, escrevi esta poesia".

Daniel Taissum tem 29 anos, é engenheiro e professor, mora em Pittsburgh, PA, Estados Unidos.


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domingo, 7 de julho de 2013

DOCE VOZ


Lindas são as poesias
Quando declamadas
Por sua doce voz

Com fascínios e estesias
E harmonias ajustadas
Concomitantes entre nós

Do coração vêm fantasias
Sob as letras encantadas
De belos poemas sós

Que expande as alegrias
Das emoções afinadas
Pelos carinhos entre nós

Fiel amiga surgida
Rompida da crisálida
Para sobrevoar minha foz

De onde são desaguadas
Todas as lágrimas ácidas
Da minha solidão atroz


            AlexandreTaissum


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sábado, 29 de junho de 2013

DONA DO CHORO E DA VOZ

Mariana Menina: 1 aninho de vida.

Certo dia o choro anunciou
E pelos pastos orvalhados ecoou
Quebrando os cristais de gelo
Que a noite fria lhe ofertou

Ultrapassou os raios do sol
Rasgou os cirros da manhã
E para muito ao norte levou
O choro doce que de lá soou

E todos então souberam
Que à vida a Menina chegou
Coroada pelo transbordo da alegria
Do coração da mãe, que tanto a esperou

Mas hoje, de volta vem lembranças
Daquele dia em que o choro ecoou
Porque deu grande volta ao mundo
Uma volta de vida que encantou

E de passagem aqui para saudar
A toda gente que puder encontrar
Festejando um bom ano após
Desde que nasceu para ecoar

E do choro que agora virou voz
Preparando-se para melhor falar
No sentido de muitas outras voltas
Sempre buscando se aperfeiçoar

E é o que podemos constatar
Em grande momento de festejos
Naquele pequeno lugar do Sul
Donde partem bons desejos

E para receber os bons desejos
Revela-se a dona do choro e da voz
Uma linda Guria, filha de Piratini
Que há um ano está entre nós

Mesmo ainda pequena, um ano apenas
Herdou da mãe caráter e autoestima
Traz no nome o peso de origem Latina
Poetizando a vida de Mariana Menina

E que terá uma vida entre harmonias
Banhada em felicidades e alegrias
Seu lindo coração sempre será forte
E o meu, sempre profetizará extrema sorte...


                                    Alexandre Taissum


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domingo, 16 de junho de 2013

SENHORA


Senhora das letras
Das palavras
Das histórias encantadas
Versadas em belos poemas
Literata em obras contadas

Senhora das poesias
Das belas frases
Do coração sensibilizado
Compõe títulos intrigantes
Cadenciados e emocionados

Senhora dos avisos
Da divulgação
Com demasiada informação
Implanta com sábia devoção
Tudo que lhe toca o coração

Senhora das verdades
Da realidade
Da firmeza anunciada
Prematura nas decisões
Uma mulher elucidada

                Alexandre Taissum



CORAÇÃO MALSUCEDIDO


Escondido nesse lugar 
Entre plissados da cortina 
Vejo-me espelhado no piso 
Do palco da minha rotina 
Que não fez esquecer os textos 
Da vida e dos amores perdidos 
Que se foram sem pretextos 
Do meu coração malsucedido 
E em cada ato interpretado 
No final, um choro abafado 
Ao perceber que se foram 
As musas que tanto quis bem 
Mas que se afastaram de quem...

... De quem amaram também.

                        Alexandre Taissum


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