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terça-feira, 8 de maio de 2012

FRAGMENTOS



Minha poesia precisa de ar para sentir-se viva
E não do mofo e do silêncio das esquecidas estantes.
Minha poesia precisa do frescor das manhãs,
Das carícias das brisas amenas
E não da letargia e do sono
Das folhas amareladas pelo tempo.
Minha poesia precisa do riso das crianças,
Do canto festivo dos pássaros,
Chego a temer vê-la sofrendo o exílio
Do calor do sol nas sombrias estantes da solidão.

A poesia, quando se recolhe aos livros
É para voltar mais poesia.
Quero minha poesia cada vez mais instigante,
Misteriosa, indecifrável.
Quero meus horizontes cada vez mais amplos,
Distantes, inatingíveis...

A noite movendo-se lentamente
E eu dormindo profundamente.

                                    Sheila Camargo


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