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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O BOM E O MAU SILÊNCIO

Vivo em silêncio na maior parte do dia,
Preciso para pensar, compor, trabalhar,
O silêncio é minha companhia ideal,
Não me atrapalha e até ajuda a pensar.

O silêncio senta-se todos os dias
Ao lado esquerdo do peito mudo
Onde só a bomba da vida faz vibrar
E é só o que preciso, isso é tudo.

Não preciso de pessoas pra decidir
O que vem de mim ao pensar e falar,
Não gosto da companhia humana,
Pois elas só fazem me incomodar.

Chego aqui as nove horas da manhã
E permaneço fiel sem me ausentar
E dentre outros trabalhos e escritas
Espero madrugada, pra me desligar

De companhia além do silêncio
Deitam-se aos meus pés, animais
Carinhosos e também silenciosos,
Me ajudam  produzir cada vez mais.

Essa é a diferença do ser humano,
Que distrai, complica e algum mal faz,
Se vinga, suporta rancor, discrimina
E transtorna a vida de quem quer paz

Não saberia compor sem inspiração
Que vem das pessoas no mundo virtual
De onde surgem histórias belíssimas
E que eu as aproveito sem nenhum mal

De homenagem em homenagem sigo,
Mesmo precavido dos destoados a mais
Caçando histórias que mais me inspirem
Levando ao homenageado algo demais.

Certa vez me prendi a uma história
Que traduziu alguma particularidade
Envolvendo um rico e um pobre
De um roteiro sobre a humildade

Só que na minha história criada
O bem feliz vence e chega ao final
Mas na poética buscada do real
Chega ao fim sem dar algum sinal

E surpreso fiquei, sem conseguir afinal.
Descrever uma história de final aceito
Onde a inspiração se fundiu num silêncio
E nem respondeu ao apelo do mal feito

Contudo volto ao meu canto pra viver
E da mesma forma cultuar meus finais
Dentro do silêncio que eu escolhi pra mim
E entre meus queridos e pequenos animais

E é aqui, em paz, nesse canto silencioso
Que lamento a curta história sem final feliz
E é também aqui, que espero argumentos
Que expliquem o outro final que eu não fiz...

                                                                                              Alexandre Taissum