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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

BRILHO DOURADO

Um dia acordo e percebo que o sol não nasceu,
Esperei, horas passaram, mas ele não chegou,
Nem uma luz, nem um clarão, nem penumbra
E naquela ridícula manhã, só o escuro me sobrou.

Mas o prenúncio já me vinha da noite anterior,
Quando uma atitude me pesou a consciência,
Sem maldade e sem intenção de magoar alguém,
Acabei distorcendo a visão da minha existência.

Sei que o poema é minha fuga e nele me encontro,
Mas não consigo desfrutar desse dom apurado
Quando me falta a luz do dia para iluminar idéias
E neste dia, me faltou a luz do reflexo dourado.

Ainda estou no total escuro apalpando os cantos
Tentando dar vida às frases que muito me realizam,
Mas é difícil quando antes reflexos eram intensos,
E hoje, roteiros ou brilhos dourados me penalizam.

Infelizmente não encontro respostas pra justificar
Nem respostas me dão como reforço de opinião,
E mesmo, com todo peso contra a inocente razão,
Vou caminhando até que o sol me tire da escuridão.

E não adianta ser outra luz para iluminar meus dias,
Pois não conterá a luz dourada que me refletia,
Talvez até substituísse o sol natural que me vinha,
Mas a inspiração, só o brilho dourado me trazia...

                                                                                                                 Alexandre Taissum