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terça-feira, 10 de abril de 2012

O PARADOXO DA CIDADE.



Eu vi um pôr-do-sol
Que deixou o céu rosado
Nuvens cinzentas refletiam
No lago prateado

Vi botos nadando pra todo lado
Cercavam um cardume
Este, "fervia" na superfície da água
Agitado, apavorado

Vi uma casinha "bêbada"
Se equilibrando em palafitas
Da varanda, jogaram uma rede
Voltou com peixes, garantia pra alguns dias

Vi pessoas aproveitando o sabor da água de côco,
Adocicado...
Outros sentindo o gosto
Do próprio suor
A escorrer pelo rosto,

Salgado...
Vi carros importados, vidros escuros
Ar condicionados
Trabalhadores transportados em caçambas
Comendo poeira, amontoados

Vi garotos pilotando suas motos
Sem capacete, sem carteira, sem juízo
Sinto pena, a morte chegou cedo pra alguns
Sem perdão, sem volta, sem aviso

A cidade é assim...
Cercada pela exuberância e riqueza da natureza
Mas contendo muitos casos de
Descaso, negligência e pobreza.


                                                                                                                      Adri Verdi.


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