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segunda-feira, 26 de março de 2012

PENSANDO EM PAUL BRUNTON



O coração é o meu Ashram.
Crio minha própria solidão interior
Onde quer que me encontre.
Por isso optei por viver no interior das florestas,
E me apaixonei por seus recantos profundos,
Silenciosos, pela mágica singularidade
De suas sombreadas veredas,
Cobertas de folhinhas brilhantes ao sol,
Pela solene paz de seus recessos apartados,
Por esse lar de humilde receptividade,
Esse lar interior, essa floresta...

O lento declínio do sol a tarde
Se faz presente com sua beleza própria,
Derrama sua poesia própria,
Nessa sagrada pausa da natureza...
Contemplação concentração
Enobrecimento refinamento
Pensamentos cada vez mais velozes
Reverência ao sol visível, esse irmão menor
Reverência ao Sol Espiritual Central, esse irmão maior.

Deixo o tempo desdobrar-se e escoar-se,
Lentamente penetrando em sua origem,
Mais ao fundo, enquanto, minuto a minuto,
As montanhas e as nuvens dissipam-se,
Reverentes, entregues a um poder maior.
Enquanto as sombras se adensam,
As estrelas surgem, os olhos se fecham
A contemplação termina
O vazio domina e ninguém fica para relatar.

Dentro de mim o silêncio das florestas,
O silêncio das bibliotecas,
O silêncio dos que não mais desejam ser ouvidos...


                                                                        Sheila Camargo


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