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sábado, 7 de janeiro de 2012

UM VELHO

Um velho sábio que sabia
Muito mais do que dizia
Sempre tinha uma solução
Pros problemas de então

Aos poucos ele descobria
Como fazer o que surgia
Tinha idéia e a solução
Inventava com precisão

Um velho que mal fazia
Tradução do que escrevia
Mas tinha na sua educação
Boa origem e dedicação

Pra família dava o que podia
Desde que filharada nascia
Tudo o que aprendeu então
E o que guardava no coração

Mas o tempo que lhe surgia
Era demais curto como o dia
E a saúde já não lhe era são
Até que chegou a interrupção

E sua falta passou à agonia
Com saudade que me crescia
Mas nessa vida de conformação
Finjo não sofrer tal corrosão

Mas esse aperto me parecia
Ser comum pro meu dia-a-dia
E venho vivendo nessa ilusão
Sentindo no peito essa pressão

Da falta que eu desconhecia
Da sua presença em cada dia
E desde o dia da sua evasão
Nem me voltou num sonho vão

Querido pai, velho de cria
Me ensinou tudo que sabia
Só não ensinou compreensão
Pra esse golpe na paixão...

                                                 Alexandre Taissum