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sábado, 21 de janeiro de 2012

PERFUME E VOZES

Ao cair da tarde de cada dia espero
Sob a copa de uma árvore frondosa,
A brisa leve que trás o aroma fino
Do perfume da flor mais formosa.

E quando as folhas caídas se movem
Arrastadas pela brisa suavemente,
Percebo que é chegada a hora
De sentir o perfume novamente.

E eu sinto perfeitamente o perfume
Passando e me deixando embebido,
Mas logo se vai com a suave brisa
Até que o aroma fique perdido.

E por vezes já escutei zumbidos
Que me pareciam vozes dos ventos,
E que penetraram meus ouvidos
Cumprimentando meus pensamentos.

Mas quando a noite se aproxima
E a brisa nada mais me trará,
Retorno para no outro dia buscar
O aroma perfumado que me inspirará.

                                                                            Alexandre Taissum


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